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Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa e Região

Master captou R$ 50 bilhões, mas estava totalmente ilíquido. Onde foi parar esse dinheiro?

09/02/2026
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Dizer que o banco foi perseguido por incomodar as grandes instituições ou que foi liquidado precocemente é um delírio que apenas políticos estacionados no TCU podem ter (Por José Roberto Mendonça de Barros) - foto reprodução -

Diretor do BC diz à PF que créditos vendidos pelo Banco Master ao BRB eram inexistentes
Segundo Ailton de Aquino Santos, BC teve ‘certeza’ da inexistência de créditos após reunião com representante de empresas que negociaram com o Master. Crédito: Imagens: STF

Considerando o grande volume de informações que já são conhecidas, aparentemente, o que menos existiam no Master eram operações normais de um banco, como captar CDBs junto ao público e emprestar para empresas razoáveis, com uma margem que pagasse os investidores, os custos da operação e os tributos, deixando ainda algo como lucro.

Boa parte das empresas que aparecem com empréstimos significativos (de R$ 200 milhões a R$ 500 milhões) são pequenos negócios que não teriam patrimônio para tal volume de operação. Além disso, certos empréstimos tinham prazos de carência de vários anos, algo que apenas bancos como o BNDES fazem em certas circunstâncias.

Vimos também empréstimos para viabilizar operações especulativas junto a outros luminares no mercado de capitais, como a Ambipar, hoje em recuperação judicial e com ações cotadas em centavos.

O Banco Central pode até ter demorado um pouco para decretar a liquidação, mas o Master era uma instituição com uma enorme proporção de ativos podres, semipodres, ilíquidos (muitos dos quais contabilizados a preços acima do mercado) e, em parte, falsos. Tinha também custos extravagantes, inclusive com consultorias no Supremo e escritórios vazios em Londres e Miami.

Dizer que o banco foi perseguido por incomodar as grandes instituições ou que foi liquidado precocemente é um delírio que apenas políticos estacionados no Tribunal de Contas da União podem ter. O Master não tinha relevância no mercado de crédito, nem tamanho para se colocar como risco sistêmico.

Chama também a atenção o fato de que a instituição captou pelo menos R$ 50 bilhões, mas seus ativos aparentemente valiam muito menos do que isso, pelas razões acima apontadas. Não obstante, o banco estava totalmente ilíquido. Onde foi parar esse dinheiro? Como explicar isso?

Finalmente, é insuportável o grau de desgovernança pública que o caso do banco está revelando, junto a outras operações recentes.

Por mais que tribunais superiores tenham defendido a democracia com galhardia, ninguém pode fazer tudo o que desejar.

Isso, naturalmente, se aplica também ao Legislativo, que sai cada vez menor no seu corporativismo tão radical como irresponsável.

O bitcoin vem caindo pesadamente. Desde seu último pico, a queda já se aproxima de 50%.

Esse movimento é mais significativo quando se vê o ouro apresentando grande valorização em resposta às incertezas quanto ao valor futuro do dólar.

O bitcoin e seus semelhantes nunca foram moedas alternativas, como já se discutiu mais de uma vez neste espaço. (Fonte: Estadão)

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