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Como saber se um banco é seguro? Veja seis formas de checar

02/02/2026
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Ferramentas do BC permitem verificar autorizações, balanços e proteção do FGC. Consulta a dados oficiais ajuda correntistas e investidores a diferenciar boatos de problemas reais (Por Agência Brasil) - foto reprodução - 

A recente intervenção do Banco Central (BC) em instituições como Will Bank e Master voltou a levantar dúvidas sobre a solidez do sistema financeiro. O cenário, porém, tem alimentado temores que nem sempre encontram respaldo nos dados. Ainda assim, existem formas simples de verificar a saúde de um banco e escapar de informações distorcidas.

Especialistas reforçam que, antes de tomar qualquer decisão por medo, é fundamental recorrer a dados oficiais e indicadores públicos. Confira um guia baseado exclusivamente em ferramentas públicas do BC, sem promessas exageradas. Todos os indicadores são acessíveis online e atualizados, combatendo boatos que circulam em redes sociais.

1 - Verifique autorização do banco no site do BC
Essa análise é fundamental para verificar se a instituição financeira é supervisionada pelo BC.

Primeiro, acesse bcb.gov.br. No site, o cidadão deve selecionar a opção “Meu BC”. Na sequência, ir em “serviços” e depois em “encontre uma instituição”.

Se o nome do banco não aparecer na lista, é que ele não faz parte do sistema financeiro nacional.

2 - Use apenas bases oficiais de dados

Três plataformas concentram as informações mais confiáveis:

Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN) - por meio do endereço eletrônico www.bcb.gov.br/meubc/servicos é possível acessar balanços e relatórios detalhados de cada instituição financeira. Para usar o serviço, é necessário selecionar a opção “encontre uma instituição”, digitar o nome banco, acessar o resultado e depois clicar em Central de Demonstrações Financeiras.

Banco Data - esse site organiza dados financeiros em formato visual. O usuário deve digitar o nome da instituição financeira no buscador e clicar na lupa. Com isso, vão aparecer resultados em verde, que significa baixo risco; laranja, simbolizando risco médio; e vermelho, com alto risco.

Relações com Investidores (RI) - Todo banco autorizado é obrigado a manter uma página de RI, com resultados, comunicados e explicações em linguagem acessível. Basta digitar em sites de buscas, como o Google, o nome do banco + RI.

Alguns números ajudam a entender se a instituição é saudável:

Índice de Basileia - mede a relação entre capital próprio e riscos assumidos. O mínimo exigido no Brasil é de 11% para instituições em geral e 13% para cooperativas. É considerado confortável quando está acima de 15% Quanto mais alto o indicador, maior a capacidade de absorver prejuízos.

Lucro líquido recorrente - resultados positivos ao longo do tempo indicam boa gestão.

Inadimplência - percentual de clientes com dívidas vencidas há mais de 90 dias. Se tiver muito alto, maior será o risco.

Índice de imobilização - mostra quanto do capital está preso em ativos difíceis de vender, como imóveis que não podem ser comercializados em momentos de crise.

Rating de crédito -
notas atribuídas por agências de classificação de risco como Moody’s, Standard&Poor’s e Fitch Ratings. O alerta é disparado em caso de rebaixamentos sucessivos.

Esses dados podem ser consultados principalmente na Central de Demonstrações Financeiras do BC e no site de Relações com Investidores de cada banco.

3 - Proteção do FGC

Antes de aplicar ou manter dinheiro em um banco, o consumidor deve verificar se a instituição é coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que funciona como uma espécie de seguro para o sistema financeiro. O fundo garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos, em caso de quebra de uma instituição financeira.

Estão cobertos pelo FGC recursos mantidos em conta-corrente e poupança, além de investimentos como Certificado de Depósito Bancário (CDB), Recibo de Depósito Bancário (RDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Letra de Câmbio (LC), Letra Hipotecária (LH) e Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD), além de depósitos a prazo em geral.

Por outro lado, não entram na garantia aplicações como Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), debêntures, títulos públicos (que têm proteção do Tesouro Nacional), títulos de capitalização, fundos de investimento e depósitos mantidos no exterior.

Na prática, isso significa que, se o investimento não estiver entre os produtos cobertos pelo FGC, o risco de perda é integralmente do investidor.

4 - Desconfie de rentabilidade fora do padrão
Taxas de retorno muito acima da média do mercado costumam ser um dos principais sinais de alerta para o investidor. Em geral, bancos menores oferecem remunerações mais altas do que grandes instituições, justamente por apresentarem maior risco.

Quando um banco enfrenta dificuldades financeiras, é comum que passe a oferecer retornos ainda mais agressivos como forma de captar recursos rapidamente. Esse tipo de estratégia pode indicar problemas de liquidez.

No caso dos CDBs, especialistas consideram prudente desconfiar de taxas superiores a 115% do CDI, indicador de referência que segue de perto a Selic. O Master oferecia taxas de 140% do CDI. Promessas de “ganho fácil” ou de rentabilidade muito acima do padrão quase sempre vêm acompanhadas de riscos elevados — mesmo quando há proteção do FGC.

5 - Fique atento aos sinais de alerta
Não existe uma forma de prever com exatidão se um banco será liquidado, mas alguns indícios ajudam a identificar situações de risco. Entre os principais sinais estão a queda contínua do Índice de Basileia, prejuízos recorrentes nos balanços — indicador que mostra quanto a instituição tem de capital próprio (dinheiro dos sócios e acionistas) em relação aos riscos —, rebaixamentos sucessivos de rating, além de notícias sobre investigações ou intervenções por parte dos órgãos reguladores.

Outro alerta importante são ofertas agressivas de captação, com taxas muito acima da média do mercado, e a entrada da instituição em regimes especiais do BC, como o Regime de Administração Especial Temporária (Raet). Em geral, esses sinais aparecem meses antes de qualquer processo de liquidação.

6 - Compare com investimentos mais seguros
Para reduzir riscos, especialistas recomendam que o investidor sempre compare a rentabilidade oferecida por um banco com alternativas consideradas mais seguras no mercado. O Tesouro Direto, por exemplo, é visto como o investimento de menor risco de crédito do país, já que é garantido pelo governo federal.

Outra opção são CDBs, LCIs e LCAs de grandes bancos, que costumam apresentar alta solidez financeira e ainda contam com a proteção do FGC. (Fonte: Extra)

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