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Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa e Região

Como os grandes bancos estão se preparando para a era digital

15/05/2026
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A agência de um banco tradicional, como Santander, reflete os desafios de modernização e a convivência com a estrutura física em meio à transformação digital (Por Raissa Ferri)

A concorrência com as fintechs está forçando gigantes a acelerar a inovação: conheça as principais estratégias em jogo no mercado.

As oscilações registradas no setor bancário na bolsa de valores refletem um desafio cada vez mais presente para as instituições financeiras: a necessidade de se adaptar rapidamente a um mercado dominado pela transformação digital. Com o avanço das fintechs e de novos serviços financeiros tecnológicos, bancos tradicionais enfrentam uma corrida constante por inovação para manter a competitividade e fidelizar clientes.

Nos últimos anos, o cenário financeiro passou por uma mudança significativa. As fintechs ganharam espaço ao oferecer soluções mais ágeis, menos burocráticas e com custos reduzidos, atraindo milhões de consumidores por meio de contas digitais, aplicativos intuitivos e serviços sem tarifas elevadas. Esse movimento obrigou as instituições mais tradicionais a revisarem estratégias, investirem em tecnologia e acelerarem processos de digitalização que antes caminhavam de forma mais lenta.

A resposta dos grandes bancos veio em várias frentes. A principal delas é o investimento maciço em tecnologia. Recursos de inteligência artificial são agora usados para analisar perfis de crédito com mais precisão, personalizar ofertas de produtos e fortalecer a segurança contra fraudes. A automação de processos internos também busca reduzir custos e aumentar a eficiência operacional.

As estratégias em jogo

Outra tática evidente é a criação de seus próprios braços digitais. O Bradesco, por exemplo, apostou no Next, enquanto outras grandes instituições seguiram caminhos similares, lançando suas próprias plataformas. Em geral, elas operam com marca e identidade próprias, ainda que integradas à estrutura do banco principal, e focam em uma linguagem e produtos voltados para o público mais jovem e conectado, que valoriza a experiência totalmente digital.

A experiência do usuário, antes um ponto fraco, tornou-se prioridade. Os aplicativos estão sendo constantemente atualizados para se tornarem mais intuitivos e completos. O objetivo é permitir que o cliente resolva a maior parte de suas necessidades financeiras diretamente pelo celular, desde investimentos até a contratação de seguros, sem precisar comparecer a uma agência.

Além de desenvolverem soluções próprias, os bancos tradicionais também olham para o mercado. Aquisições e parcerias estratégicas com fintechs se tornaram uma forma rápida de absorver tecnologias inovadoras e equipes especializadas, acelerando a transformação digital de dentro para fora.

Essa transição, contudo, é complexa e cara. Os bancos precisam equilibrar a modernização com a manutenção de sistemas antigos e uma vasta rede de agências. Os investimentos bilionários impactam os resultados financeiros, o desafio agora é provar que podem ser tão ágeis quanto os novos concorrentes, sem abrir mão da solidez construída ao longo de décadas. (Fonte: Estado de Minas)

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