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Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa e Região

Bradesco dobra presença de mulheres em diretorias, mas vê desafio no setor tecnológico

29/04/2026
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Daniela Pereira, superintendente de RH do Bradesco - Divulgação Bradesco (Por Luana Franzão)

Percentual em cargos de diretoria cresceu 42% nos últimos dois anos, chegando a 34%. Banco identificou que homens chegam à liderança sete meses antes das mulheres.

O Bradesco ampliou em 42% o número de mulheres em cargos de diretoria nos últimos dois anos —o que, no entanto, representa 34% do total de posições no nível.

No quadro geral, o banco tem hoje 50% de mulheres, índice que já chegou a 54%, mas que recuou à medida que a companhia acelerou contratações em tecnologia, área em que apenas 36% das admissões são de mulheres.

"Quando eu cresço em tecnologia, eu vejo que não consigo contratar na mesma proporção", diz Daniela Pereira, superintendente de RH do Bradesco, que lidera a agenda de diversidade da instituição. A executiva aponta que menos de 10% dos formandos em engenharia e ciências exatas no Brasil são mulheres, o que limita o pipeline disponível no mercado.

Internamente, um levantamento da área de RH revelou que homens chegam a posições de liderança, em média, sete meses antes das mulheres.

A hipótese inicial era de que a maternidade explicasse a diferença — mas os dados não confirmaram a correlação. "Os vieses estão mais instalados sobre pontos de comportamento", afirma Pereira, citando estereótipos que associam sensibilidade e delicadeza à imagem feminina e as distanciam do perfil esperado de um líder.

Para enfrentar o problema, o banco estruturou um programa de mentoria entre mulheres, no qual realiza letramento individual com executivos em vez de treinamentos coletivos.

O treinamento mobilizou mais de 400 homens em uma iniciativa de aliados no mês de março. O grupo de afinidade Mulheres Pra Frente reúne cerca de 2.000 participantes, entre mulheres e aliados. A companhia tem metas de equilíbrio de gênero na liderança com horizonte de dez anos.

Questionada sobre o recuo de agendas ESG observado em empresas com sede nos Estados Unidos, Pereira afirma que o Bradesco levou o tema ao conselho e manteve o curso.

No Brasil, a executiva vê um ambiente regulatório mais favorável à continuidade da pauta, com órgãos como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) exigindo reporte de dados de diversidade e legislação em discussão sobre representação feminina em conselhos de empresas públicas. (Fonte: Folha de SP)

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