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Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa e Região

Bradesco, Caixa e BRB lideram reclamações no BC

29/04/2026
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Em números totais de reclamações procedentes, a lista é liderada pelo Bradesco (5.398) (Por Demétrio Vecchioli)

A crise no Banco de Brasília não é somente financeira. O BRB disparou no ranking do Banco Central e fechou o primeiro trimestre como o terceiro banco do país com mais reclamações, ultrapassando concorrentes que têm até 15 vezes mais clientes.

Exatamente para diferenciar os grandes bancos dos demais, o Banco Central divulga seu ranking a partir de um índice, que é a proporção de reclamações procedentes por milhão de clientes. E divide as instituições em dois tipos. Em uma lista aparecem os 15 maiores bancos e, na outra (a que está o BRB), as demais.

No primeiro trimestre de 2026, o índice do BRB foi 386 (reclamações por milhão de clientes). Considerando bancos de porte semelhante, é mais do que o dobro do Mercantil do Brasil (178), quatro vezes o índice do BMG (718) e sete vezes o do Votorantim (58). Entre os maiores bancos, o pior índice é do C6: 55 – logo, ainda menor.

Com 3.451 reclamações procedentes, de acordo com o Banco Central, o BRB chegou ao patamar de Caixa (3.659) e Itaú (3.442). A diferença é que estes têm 158 milhões e 100 milhões de clientes, respectivamente, enquanto o BRB não chega a 10 milhões.

Em números totais de reclamações procedentes, a lista é liderada pelo Bradesco (5.398), seguido de Caixa, BRB, Itaú, Picpay (2.563), Santander (2.471), Mercado Pago (2.157) e C6 (1.989). Exceto pelo BRB, todos são bancos do top15.

Depois de variarem entre 1200 e 1400 reclamações por trimestre nos três primeiros rankings de 2025, as queixas contra o BRB chegaram a 1.753 no último trimestre do ano passado e mais que dobraram na lista mais recente.

Em grande parte porque as reclamações classificadas pelo BC como “irregularidades relacionadas ao Sistema de Informações de Crédito do Banco Central”, que até então não chegavam a 10 por trimestre, subiram para 1.139 no último período.

De acordo com o BC, se encaixam nessa categoria a “inclusão indevida”, a “inclusão de valores incorretos” e a “não exclusão de inscrições feitas quando constatadas fraudes na concessão de crédito”. Ainda assim, elas só justificam metade do aumento de 2,2 mil reclamações entre o primeiro trimestre de 2025 e o mesmo período deste ano.

Em nota, o BRB justificou que o aumento deste tipo de queixa se dá, em grande parte, de operações originadas “em instituições financeiras posteriormente liquidadas”, cujas informações dependem de repasse formal pelo respectivo liquidante, em referência óbvia ao Master.

“Nesses casos, as demandas estão associadas à necessidade de conciliação de dados sobre pagamentos e quitações realizadas pelos clientes. O BRB já realizou conciliações internas, notificou o liquidante responsável e procederá à atualização dos registros e à baixa contratual assim que receber as informações oficiais, mantendo acompanhamento permanente até a completa regularização”, afirmou.

Veja a nota completa do BRB:
O BRB informa que não integra o grupo das 15 instituições com maior índice de reclamações do Sistema Financeiro Nacional, ranking que considera a relação entre reclamações procedentes e o total de clientes.

Cabe destacar que o BRB possui mais de 9 milhões de clientes, de modo que o volume de reclamações representa parcela estatisticamente reduzida da base total, sem indicar deterioração estrutural na qualidade do atendimento ou dos produtos oferecidos.

O índice utilizado pelo Banco Central justamente tem como finalidade evitar leituras baseadas apenas em números absolutos.

O principal fator para a elevação das reclamações no período foi o aumento de registros relacionados ao Sistema de Informações de Crédito (SCR). Esses registros decorrem, em grande parte, de operações originadas em instituições financeiras posteriormente liquidadas, cujas informações dependem de repasse formal pelo respectivo liquidante.

Nesses casos, as demandas estão associadas à necessidade de conciliação de dados sobre pagamentos e quitações realizadas pelos clientes. O BRB já realizou conciliações internas, notificou o liquidante responsável e procederá à atualização dos registros e à baixa contratual assim que receber as informações oficiais, mantendo acompanhamento permanente até a completa regularização.

O Banco reforça seu compromisso com a correção tempestiva das informações, a transparência e a adequada solução das demandas dos clientes, atuando de forma coordenada com os órgãos reguladores e em conformidade com as normas do Banco Central.
(Fonte: Metrópole)

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