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Caixa já investiu R$ 2,6 bi em tecnologia em 2026

Banco espera ter seu super aplicativo pronto para todos os clientes até o final do ano (Por Altamiro Silva Junior (Broadcast) e André Marinho) - foto Paulinho Costa feebpr -

A Caixa Econômica Federal investiu R$ 2,6 bilhões no primeiro semestre em tecnologia, deve superar os gastos do ano passado e espera ter seu super aplicativo pronto para 100% dos 160 milhões de clientes até o final do ano. Até agora, o banco já disponibilizou o novo app para 300 mil usuários.

De ‘selva analógica’ há pouco mais de três anos, o banco público mudou de nível e agora quer ser ‘sócio remido’ do clube dos bancos mais digitais do Brasil e que mais investem em tecnologia, afirma seu presidente Carlos Vieira, que participou do Febraban Tech, o evento da Federação Brasileira de Bancos para a tecnologia.

Para isso, Vieira contou à Coluna que o banco vem aumentando entre 10% a 15%, por ano, o investimento em tecnologia. Em 2024, foram R$ 5 bilhões, no ano passado R$ 5,3 bilhões e este ano esse número deve ser superado. No primeiro semestre, a Caixa conseguiu 3 milhões de clientes em seu banco digital.

Vieira contou que, há pouco tempo, as operações de financiamento imobiliário da Caixa, que somavam 3 mil por dias, eram “totalmente analógicas”, e foram digitalizadas. A Caixa é líder no Brasil nesse financiamento, com a carteira atingindo este ano a marca histórica de R$ 1 trilhão. O mesmo acontecia com a busca por normas e regras dentro do banco em operações de crédito e outros serviços, que passaram a contar com a ajuda de inteligência artificial (IA).

Uso de IA já tem efeitos práticos
Com o uso de inteligência artificial, que deixou de ser um projeto para já ter efeitos práticos importantes, o presidente da Caixa disse que houve ganhos concretos em produtividade e na organização de reuniões. Ele informou também que, só este ano, 21 milhões de perguntas foram respondidas pelo agente de IA, por exemplo, na consulta de normativos.

Houve até impactos da IA nas provisões para devedores do banco. Um dos efeitos foi no Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), um fundo público que garante o limite de prazo para pagar dívidas de financiamentos habitacionais do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

A Caixa, conta Vieira, estava muito atrasada no processo de buscar os créditos junto ao Tesouro, no caso do FCVS. Sem ter esses créditos, por conta da demora nas operações, o banco precisava provisionar os recursos. “Começamos a usar a IA e mudou radicalmente”, disse ele. Em 2025, o banco reduziu quase R$ 3 bilhões em provisões só com essa medida.

Vieira disse que o banco ainda não está “totalmente em pé de igualdade” com as fintechs, que já nasceram digitais. Mas está chegando lá, mesmo levando em conta que a Caixa tem 165 anos e precisa de toda uma mudança cultural junto aos funcionários e processos. (Fonte: Estadão)

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