Golpe do Pix: bancos lançam campanha para reduzir riscos
Desconfiar de mensagens e links é parte da orientação; veja mais dicas (Por João Sorima Neto)A adesão maciça ao Pix pelos brasileiros, além de facilitar a vida financeira, trouxe uma consequência indesejada: aumentou também o número de fraudes digitais com objetivo de fazer transferências pela ferramenta. Para prevenir golpes, os bancos e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lançaram uma campanha alertando os usuários que desconfiem de mensagens suspeitas de pessoas se passando por funcionários de bancos — e evitem clicar em links suspeitos recebidos por aplicativos.
Segundo a Febraban, a melhor forma de prevenção é a informação. Os criminosos usam técnicas de engenharia social, que consistem na manipulação psicológica do usuário para que ele forneça informações confidenciais, como as senhas, ou faça transações a favor das quadrilhas. Entre as inúmeras tentativas de fraude, estão o golpe do falso funcionário do banco, da clonagem do Whatsapp e, mais recentemente, do aplicativo que cria um falso recibo de pagamento via Pix.
— Pare, pense e desconfie. O cliente deve sempre suspeitar quando recebe mensagem de algum contato dizendo que ele está em alguma situação de emergência. Os dados pessoais de cada cliente pessoa física jamais são solicitados pelos bancos, e seus funcionários nunca ligam para fazer testes com o Pix, testes de transações, pagamentos ou estornos de lançamentos — orienta Adriano Volpini, diretor do comitê de prevenção de fraudes da Febraban.
Ele destaca que os sistemas e aplicativos dos bancos são seguros e contam com tecnologias de proteção. Não há registro entre as instituições de violação desses sistemas por hackers ou outros criminosos virtuais. Volpini observa que muitas pessoas anotam senhas de acesso à conta bancária em blocos de notas, e-mails, mensagens de Whatsapp ou em outros locais do celular. Isso aumenta a vulnerabilidade.
Algumas pessoas costumam usar a mesma senha de acesso a bancos em outros aplicativos, em sites de compras ou serviços da internet. E esses aplicativos não contam com a mesma segurança dos sistemas utilizados pelos bancos para proteger as informações dos usuários. As transações, lembra Volpini, são protegidas por tokens, biometria facial e outros itens de segurança.
Golpes mais comuns



— Os bancos têm investido R$ 3 bilhões por ano em cibersegurança, 10% dos gastos do setor com tecnologia. As instituições também atuam junto à polícia para auxiliar na identificação e punição dos funcionários — disse Volpini.
Promulgada este ano, a lei 14.155 prevê punições severas para fraudes e golpes cometidos em meios eletrônicos, que podem levar a até oito anos de prisão, com agravamento caso a vítima seja pessoa idosa ou vulnerável. (Fonte: O Globo)
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