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Empregados e aposentados entregam a Alckmin propostas para o futuro da Caixa

Documento defende manutenção do banco público, valorização dos trabalhadores e medidas para fortalecer a gestão e a competitividade da instituição (Por Paulo Melo)

Representantes de empregados, aposentados e entidades sindicais e associativas da Caixa Econômica Federal entregaram, nesta segunda-feira (19), em São Paulo, propostas para o futuro do banco ao vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin. O documento “Caixa 2030 – Diretrizes para uma Caixa Pública, Competitiva, Sustentável e Bem Administrada” também será encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição.

Coordenada pela ex-presidente da Caixa, Rita Serrano, a iniciativa busca contribuir para a elaboração do programa de governo e coloca em discussão o papel da instituição diante dos desafios econômicos, sociais e tecnológicos dos próximos anos. Participaram da formulação e da entrega das propostas Fenae, Fenag, Advocef, AudiCaixa, SocialCaixa, Aneac, Anacef e Fenacef, além de representantes eleitos para o Conselho de Administração da Caixa e para a Funcef.

O material teve como ponto de partida a pesquisa Futuro Caixa, realizada entre 19 e 30 de agosto de 2026, com 1.700 empregados e aposentados. Entre os participantes, 96,7% consideram fundamental ou de grande importância a manutenção da Caixa como banco público. A valorização dos trabalhadores, a modernização tecnológica e o fortalecimento da atuação nas políticas públicas também aparecem entre as prioridades. Organizado em quatro eixos, o documento defende a preservação do controle público da Caixa e a ampliação de sua capacidade de financiar a habitação, o desenvolvimento urbano e a inclusão financeira. As propostas incluem o fortalecimento das parcerias com União, estados e municípios, a manutenção da presença territorial e a modernização das agências.

Na área de competitividade, o texto propõe uma estratégia de transformação digital e inteligência artificial até 2030, com maior autonomia tecnológica, diversificação de receitas, modernização das loterias federais e reforço da segurança cibernética. O equilíbrio financeiro também integra a agenda, com medidas para diversificar as fontes de recursos de longo prazo, fortalecer fundos garantidores e ampliar o financiamento de projetos sustentáveis. O documento reivindica, ainda, remuneração adequada pelos serviços prestados ao Estado e previsibilidade no enfrentamento dos compromissos financeiros da instituição.

As propostas de gestão incluem uma nova política de pessoas e competências, um plano de cargos específico para a área de tecnologia da informação e o fortalecimento das ações de saúde, diversidade e desenvolvimento profissional. A sustentabilidade do Saúde Caixa e da Funcef está entre as prioridades, assim como a participação dos empregados, a profissionalização da gestão e a criação de mecanismos públicos para acompanhar os resultados sociais do banco.

Além das diretrizes, o material apresenta um diagnóstico baseado nas demonstrações financeiras da Caixa e nos resultados da pesquisa com empregados e aposentados. A discussão parte de uma pergunta central: qual Caixa o Brasil precisará em 2030 para responder às demandas da população e financiar o desenvolvimento do país?

Informações: Diap – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Clique aqui e saiba mais)

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