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11/08/2026

CLÁUSULAS ECONÔMICAS: Nesta quinta-feira tem a sétima rodada; Fenaban ficou de apresentar proposta

Nesta quinta-feira (13), acontecerá a sétima rodada de negociação da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito) com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A reunião ocorrerá a partir das 10 horas, em São Paulo. Neste dia 13, a entidade patronal ficou de apresentar proposta concreta às reivindicações econômicas da categoria bancária.

Estarão presente nesta rodada representando o Estado do Paraná, o presidente da Federação (FEEB-PR) e do Sindicato de Cascavel, Gladir Basso (foto) e o Presidente do Sindicato dos Bancários de Ponta Grosa e Região, Gilberto Lopez Leite.

MOVIMENTO SINDICAL RESISTE A ATAQUES DA FENABAN
Ao longo das seis primeiras rodadas da campanha nacional 2026, a Fenaban acumulou negativas às reivindicações e ameaças a direitos conquistados pela categoria. Diante dos ataques, o movimento sindical bancário tem reagido com firmeza e reforçado a importância da mobilização para ampliar a pressão sobre os bancos.

Já na primeira mesa, a Fenaban se recusou a garantir a ultratividade da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que asseguraria a manutenção dos direitos até a assinatura de um novo acordo. Na segunda rodada, os bancos também negaram a suspensão das demissões e do fechamento de agências durante o processo de negociação.

Em 21 de julho, na quarta rodada, que deveria ter como foco a saúde da categoria, a Fenaban elevou o tom dos ataques. A representação dos bancos propôs separar as negociações entre públicos e privados, colocando em risco a mesa única, e chegou a ameaçar retirar cláusulas de saúde já conquistadas na CCT. O movimento sindical reagiu e reafirmou que não aceita a divisão da categoria nem a retirada de direitos.

Na quinta rodada, o ataque foi direto à cláusula 29 da CCT, que garante complementação salarial aos trabalhadores afastados por até dois anos, com possibilidade de renovação. A Fenaban propôs reduzir esse período para apenas 45 dias e, depois disso, deixar a continuidade sob decisão dos médicos do trabalho dos bancos. O movimento sindical rejeitou a retirada de direitos e os bancos recuaram da proposta.

Na sexta mesa, a investida chegou à remuneração. A Fenaban sugeriu que a PLR não fosse reajustada, alegando que os bancos já possuem programas próprios de remuneração variável. O movimento sindical rebateu e deixou claro que esses programas são complementares, não substituem a PLR e não podem ser utilizados para reduzir sua valorização.

Diante disso tudo, o movimento sindical avalia que, “mesmo diante dos sucessivos ataques, seguimos firmes na defesa das conquistas dos trabalhadores. A próxima rodada será neste dia 13 de agosto, quando a Fenaban se comprometeu a apresentar uma proposta geral às reivindicações da categoria. Contamos com a mobilização de todos. Vamos reforçar a pressão, a unidade e exigir proposta decente”.

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